segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Refúgio

[Foto: Rita Costa]

REFÚGIO
(Rita Costa)
.
Ah!...
Como é difícil
ficar à margem,
se entre um verso
e outro
dou de encontro
com meus sonhos.
.
Ah!...
Ao me encontrar
melhor me entendo
e como é dolorido voltar,
se os antigos esconderijos
eram muito mais bonitos.
.
Ah!...
Como é difícil,
após ter ido tão fundo,
ver-me aqui encolhida
nesse poema resumido.

.
.
Del.icio.usTechnoratiDiggSimpy

10 comentários:

  1. Suave, Puro, Lindo!!!

    Parabéns Poetisa!
    :)

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  2. Eu leio, releio... e gosto cada vez mais. Acho que me refugiei nesse poema... Bjs e inté!

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  3. Ah minha linda poetisa,... esse é, sem dúvida, um dos poemas seus de que mais gosto. 'Refúgio' é um dos mais perfeitos poemas que já li. Nele reconheço as palavras como o último e mais íntimo ‘refúgio’ humano; a poesia como catarse que liberta a alma que corre, de um verso a outro – e contra o tempo –, em busca de si mesma. Desde a primeira vez, não me canso de apreciá-lo; e nem é preciso dizer o quanto ele me é importante. Beijuss!

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  4. por vezes as coisa pequenas são maiores do que a grandes. O André tem razão. A catarse transformada vira arte.

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  5. Rita, André disse tudo. É de um lirismo e de um conteúdo enorme de emoções, onde tudo transmite a quem lê. E até para nós fica difícil, após a leitura, dissociarmos das emoções transmitidas. Sublime!


    Lindo fim de semana, amiga!

    Beijos

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  6. Oi Rita
    também tenho meus refúgios, de tempos em tempos... escondo-me na casinha do Caracol, deixo a espiral dos ventos assoprar e depois "voo" em sonhos.

    linda poética, parabéns
    *

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  7. Olá, Rita. É incrível o que escrevemos espelha exatamente o que e quem somos, não é? Esse seu poema é encantador. Cheio de nostalgia e ao mesmo tempo, forte. Seu blog tem muita qualidade. Tem delicadeza. Adorei!

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  8. Entre as palavras,
    por entre poesia,
    um refúgio sempre.
    Beijo, Rita.

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  9. E são, no entanto, exatos versos, mais que precisos, pois que te fizeram existir daquela forma, naquela hora e é como a vemos agora.

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