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Desde muito cedo sinto haver em mim esse lirismo passional, diante da vida que pulsa – de fora pra dentro –, seguido de uma angustiante necessidade de partilhar. É feito um grito que arrebenta o peito. Talvez, porque foi na natureza que aprendi a meditar e a buscar a energia essencial para prosseguir. Nela há um convite à liberdade, que distingo como inédito nas cores, sons e movimentos: são as palavras que escrevo, transpondo, em meus versos, fugas possíveis. Enfim, é tudo o que sinto.
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Blog: Alma de Poesia.
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Blog: Alma de Poesia.
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Frágil e palpitante luz
ResponderExcluirA beleza é feita de ternos murmúrios
A voz quebra a quietude do silêncio
A chuva leva a terra ao encontro dos rios
Não há fracassos no sonho
Caminhei nas nuvens para te ver do alto
Abri os braços ao relâmpago
Desci à terra, senti nos pés o frio basalto
Vem comigo escolher o caminho
Mágico beijo
A poesia de Rita Costa possui a leveza própria de quem, de fato, vive ‘pisando em poemas’. Seus versos se integram à natureza, revelando as minúcias e o lirismo das flores e das pedras. É como se a poetisa não reconhecesse qualquer modernidade minimamente desvinculada das forças naturais. Assim, de certo modo, sua poesia critica – pela quase total exclusão –, o caótico contexto urbano. É uma forma muito de escrever é peculiar. ‘Só escrevo o que sinto’, orgulha-se ela de dizer. Por conhecer sua poesia ‘por dentro’, posso afirmar que é verdade. Quando a li a primeira vez, vi que sua poesia contrastava com o que eu escrevia; não de forma antagônica, mas complementar. A leveza dos ‘versos naturais’ de Rita era um equilíbrio às minhas ‘palavras rudes’. Por conta disso, ganhei uma musa inspiradora e uma parceira de prosa e poesia, com quem, entre poemas e prosas, já dividi a assinatura de mais de vinte textos. Obrigado por tudo, minha linda Poetisa. Beijusssssssss!
ResponderExcluirDividida entre o trabalho e os afazeres domésticos, ainda não consegui ler toda a produção de Rita Costa publicada aqui, na rede.
ResponderExcluirPorém, do que consegui ler posso dizer: Rita conhece todos os tons do azul do céu. E todos os seus acinzentados. Dos leves aos mais pesados. Porque ela faz o que já não se faz, - ela olha para ele. Também conhece todas as cores que estão debaixo dele. Íntima dos quatro elementos, a poesia de Rita dá à luz , em parto natural, um encontro único de palavras. Que é puro encantamento. Só na poesia que é poesia autor e leitor descobrem digitais semelhantes. Essa redescoberta da identidade, essa oportunidade de encontrar-se em palavras e imagens poéticas
que não se consegue perceber, ou tenta-se guardar a sete chaves no que se têm de mais íntimo, é o risco que o leitor corre com prazer ao deparar-se com a poesia de Rita.
Rita,
ResponderExcluir...voa, voa, passarinha
pelos contornos da fantasia...
caminha docemente
encantada pela brisa
a dançar enfeitiçada...
abraços poéticos
Se
Resumido....? Achei-o sem dimensão, porque conta mais do que se pode ler à primeira vista!
ResponderExcluirBeijinhos.